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Cinema e outras histórias


Filme: J. Edgar

 

Existem personalidades que são eternamente polêmicas, ainda em vida causam muita controvérsia e depois da morte, as cosias não cessam, vindo a tona todo o momento alguma informação e seu nome novamente aparece na mídia. Um das mais controvertidas personalidades norte-americanas é John Edgar Hoover, que durante 48 anos comandou o FBI, transformando um escritório mal-afamado e com poucos recursos em uma das maiores estruturas policiais do mundo. Ele já havia aparecido, normalmente como coadjuvante, em vários filmes, entre eles “Chaplin” de Richard Attenborough, “Nixon” de “Oliver Stone” e Inimigos Públicos de Michael Mann. Agora o premiado cineasta Clint Eastwood (de “Além da Vida”) nos conta com mais detalhes (e muita imaginação), o que seria o dia-a-dia desse homem que detinha enorme poder, inclusive intimidando presidentes, no filme “J. Edgar” (J. Edgar). O roteiro ficou a cargo de Dustin Lance Black (de “Milk - A Voz da Igualdade”). 

O ainda jovem Edgar Hoover (Leonardo DiCaprio de “Ilha do Medo”) após trabalhar na Biblioteca do Congresso dos EUA, entra para o Departamento de Justiça e mostra que é um empregado eficiente e incansável. Ao mesmo tempo vive com Anna Marie (Judi Dench de “Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas”), sua mãe, uma mulher amorosa e dominadora, mas que sabe ser implacável quando necessária. No trabalho conhece Helen Gandy (Naomi Watts de “A Casa dos Sonhos”), que após um breve flerte que não levou a nada, torna-se sua secretária até sua morte. Conhece um dia em um bar Clyde Tolson (Armie Hammer de “A Rede Social”), um ex-estudante de Direito, e o convida para trabalharem juntos. É então convidado para assumir o ainda recente FBI e lá começa a colocar em prática sua idéias, como a unificação do banco de dados de impressões digitais e a utilização de modernos métodos de investigação criminal, ainda de visto com desconfiança por alguns. Como o sequestro do filho do aviador Charles Lindbergh (Josh Lucas de “O Poder e a Lei”), causando grande comoção nacional, Edgar Hoover vê a possibilidade de aprovar leis que tanto queria e melhorar a estrutura do seu escritório. 

O roteirista usou uma técnica já manjada para contar a história, um John Edgar Hoover já idoso dita sua biografia e assim vai repassando os principais fatos de sua vida. O diretor tentou imprimir uma visão imparcial, mas é uma situação difícil, pois mesmo mostrando muitos dos seus defeitos, acaba vangloriando sua vida. Também não se furtou de expor dois fatos que só muito depois de sua morte foi aventado, sua homossexualidade e seu gosto por vestir de mulher (esta última muito rapidamente). A parte de seu relacionamento amoroso ficou em aberto, pois muito do que se comenta hoje sobre ele e é mostrado no filme, não se pode comprovar e fica-se sempre com a pergunta se foi consumado. Já o relacionamento com a mãe é interessante para contrapor a sua personalidade com os subordinados. Mas o pior defeito do filme é ser arrastado, ainda mais para uma produção que dura mais de duas horas. Em momento algum você torce por alguém ou fica na expectativa de saber o que virá a seguir. Chega a um ponto que se pergunta se a projeção vai demorar muito ainda. 

O trabalho dos montadores habituais do diretor, Joel Cox e Gary Roach (ambos de “Invictus’), possibilitou boas fusões e um filme que apesar de meio confuso, é compreensível. Já a maquiagem de Sian Grigg (de “A Origem”), que acompanha sempre Leonardo DiCaprio foi duramente criticada, pois é bastante artificial. Os atores não parecem se empenhar, a única que está bem é Judi Dench, que faz uma mulher uma mulher do seu tempo, preconceituosa, autoritária, mas ao mesmo tempo, com um grande amor pelo seu filho. Armie Hammer tem um papel complicado, pois sempre foi a sombra de seu chefe e segundo o filme, seu amante. Mas está correto no papel, sem maneirismos, mas deixando transparecer desde o início o fascínio que se transformou em amor, mas devido as posições que ocupam e a moral sexual da época, tudo deve ser na maior discrição. Já Leonardo DiCaprio, faz uma atuação correta, mas sem brilho, como se estivesse dopado, não imprime sentimento nenhum ao personagem. Uma falta grave na composição de alguém que até hoje divide opiniões.




Escrito por Cinéfilo às 05h41
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Notícias de Cinema

Dois filmes chilenos triunfam no festival de cinema de Sundance

DA EFE

A fita "Violeta se Fue a los Cielos", dirigida pelo chileno Andrés Wood, e "Young & Wild", estreia da diretora Marialy Rivas, levaram neste sábado os prêmios de melhor filme internacional e melhor roteiro internacional no Festival de Sundance.

O júri da principal vitrine de cinema independente nos Estados Unidos destacou "Violeta se Fue a los Cielos", uma coprodução do Chile, Brasil, Argentina e Espanha, que conta a tumultuosa e excitante vida da cantora e ícone popular chilena Violeta Parra.

A cinematografia do país sul-americano teve uma segunda alegria com o prêmio de melhor roteiro internacional para o também chileno "Young & Wild", estreia da diretora Marialy Rivas, e escrita pela própria diretora, Camila Gutiérrez e Pedro Peirano.

"Young & Wild" é a história de uma adolescente chilena criada no seio de uma família evangélica que luta por encontrar sua sexualidade no país sul-americano.

Na categoria de melhor documentário internacional, se impôs o israelense "The Law in These Parts", dirigida por Raanan Alexondrowicz, que descreve com crueldade o sistema legal militar israelense nos territórios ocupados palestinos.

Como melhor filme americano, o júri destacou "Beasts of the Southern Wild", de Benh Zeitlin, uma fábula mágica sobre uma menina de seis anos que vive com seu pai doente terminal em uma pequena comunidade do delta do Mississípi.

Por sua vez, "The house I live in", de Eugene Jarecki e que já ganhou um prêmio em 2005, venceu entre os documentários dos EUA com um complexo retrato das contraditórias consequências da guerra contra as drogas nas últimas quatro décadas.

Os prêmios do público foram para o indiano "Valley of Saints", em sua categoria internacional, e para o americano "The Surrogate", que conta com as atuações de Helen Hunt e William H. Macy e que também recebeu o prêmio especial do júri.

"The Surrogate", dirigido e escrito por Ben Lewin, é um drama baseado na história real do jornalista e poeta Mark O'Brien e sua luta para sobreviver com um pulmão artificial.

Os documentários filmes destacados pelo público foram "Searching for Sugar Man", coprodução de Suécia e Reino Unido, e o americano "The Invisible War".

Além disso, o turco "Can" ganhou o afamado prêmio especial do júri por sua Visão Artística, com seu relato de um jovem casal em Istambul cuja relação se vê ameaçada por sua tentativa de adoção ilegal de uma criança.

Os dois diretores mais conhecidos que concorreram no festival, o americano Spike Lee com sua fita "Red Hook Summer" e o britânico Stephen Frears com "Lay the Favourite" saíram de mãos vazias.

Durante os nove dias do festival em Salt Lake City (Utah), foram programados mais de 110 longas-metragens de 31 países - incluindo 88 estreias mundiais - entre os quais havia seis produções ibero-americanas.

Entre outros filmes latino-americanos no concurso estava o brasileiro "A Cadeira do Pai", de Luciano Moura.

Fora de competição foi apresentada a produção sobre atividades paranormais "Red Lights", do diretor espanhol Rodrigo Cortés que contou com a participação de Robert De Niro, Sigourney Weaver e Elizabeth Olsen.

Sundance, cujo propósito principal é oferecer notoriedade e distribuição no mercado americano, registrou para sua edição 2012 uma alta de 6% de solicitações de participação em relação aos números de 2011.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1040940-dois-filmes-chilenos-triunfam-no-festival-de-cinema-de-sundance.shtml

Boca do Lixo ganha mostra em Festival de Cinema de Roterdã

INÁCIO ARAUJO
CRÍTICO DA FOLHA

Fiel à sua tradição de audácia, o Festival de Cinema de Roterdã abriu ontem, na série "Sinais", uma mostra só com longas-metragens paulistas produzidos na chamada Boca do Lixo entre os anos 1960 e 1980.

A Boca, alguns quarteirões entre as ruas do Triumpho, Vitória e Gusmões, em Santa Ifigênia, tornou-se o centro do cinema paulista depois da falência dos grandes estúdios (a Vera Cruz era o maior).

A proximidade das ferrovias foi o principal motivo dessa concentração, mas o nome --Boca do Lixo-- foi herdado da zona de prostituição com a qual convivia.

Para chegar à seleção dos 15 longas que serão mostrados, o curador Gabe Klinger, visionou mais de 200 títulos e concluiu que o mais significativo era a referência frequente à sexualidade.
"Quem sabe isso é por que as questões em torno da identidade sexual, a prostituição, a repressão religiosa e a censura foram muito fortes durante muito tempo no Brasil --aliás, continuam sendo".

A seleção é heterogênea, indo desde filmes clássicos como "O Bandido da Luz Vermelha", de Rogério Sganzerla, "A Margem", de Ozualdo Candeias, "Liliam M", de Carlos Reichenbach, "O Despertar da Besta", de José Mojica Marins, até filmes de quando o sexo explícito era dominante, em meados dos anos 1980.

Desses, aparecem "Senta no Meu que Eu Entro na Sua", de Ody Fraga, "Fuk Fuk à Brasileira", de Jean Garret, e "Oh, Rebuceteio", de Claudio Cunha. "O critério de seleção foi a variedade de temas, gêneros e épocas. Filmes representativos e ao mesmo tempo bons", diz Klinger.

Há exemplares preciosos do "cinema marginal" até hoje desconhecidos, como "O Pornógrafo", de João Callegaro, "Orgia ou o Homem que Deu Cria", de João Silvério Trevisan, "O Vampiro da Cinemateca" e "O Insigne Ficante", de Jairo Ferreira.

Ali se encontram cineastas de prestígio, como Walter Hugo Khouri (de "Um Convite ao Prazer"), mas a parte sem dúvida mais provocativa dessa seleção pode vir do policial "Snuff -Vítimas do Prazer", de Claudio Cunha, que esteve perdido durante anos.

Ou ainda de "O Império do Desejo", pouco conhecido, mas também um dos melhores trabalhos de Reichenbach --que também estava fora de circulação havia décadas.

A Boca teve muitos outros assuntos: cangaço, sertanejo, faroeste. "Mas a maior parte está impregnada de sexualidade. Por isso me pareceu uma oportunidade de fazer uma coisa atraente para público internacional. O sexo pareceu a melhor ponte para programar um monte de filmes que queríamos ver na tela grande em 35 mm."

A resposta, público e crítica deste festival iconoclasta começam a dar agora.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1040615-boca-do-lixo-ganha-mostra-em-festival-de-cinema-de-roterda.shtml



Escrito por Cinéfilo às 09h18
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Filme: 2 Coelhos

 

O preconceito contra o cinema nacional ainda existe e os responsáveis pela publicidade fazem de tudo para atrair os amantes do cinema. Nomes conhecidos da televisão costumam ser o maior chamariz, ou mesmo a transposição para às telas de algum seriado ou novela. A concepção de um filme bom ou ruim é bastante fluída e existe em filmes de todas as nacionalidades. Mas muitas pessoas já se perguntam se podemos colocar todos os filmes produzidos no Brasil em uma única categoria, já que eles atualmente estão cada vez mais diferentes entre si. Se nos primórdios tínhamos comédias simplórias e dramas existenciais, hoje tem desde desenho animado e produções muito bem cuidadas, recheadas de efeitos especiais, normalmente usados só em filmes norte-americanos. Neste último caso temos o mais novo trabalho do ex-publicitário, roteirista e diretor Afonso Poyart (de “Eu te darei o céu”), “2 Coelhos”, que não deixa de ser uma inovação. 

Edgar (Fernando Alves Pinto de “Nosso Lar”) é um jovem que retornou ao Brasil após passar uma temporada nos EUA. Aqui, ele foi a julgamento por ter cometido um delito de trânsito que resultou na morte na família de Walter (Caco Ciocler de “Família Vende Tudo”), que guarda por ele um indecifrável sentimento. Ao mesmo tempo, Maicom (Marat Descartes de “É Proibido Fumar”), um temível bandido, juntamente com seus comparsas aterroriza a cidade. Apesar de todas as tentativas, das autoridades, sempre acaba escapando, graças a promotora Julia (Alessandra Negrini de “Os Desafinados”), casada com seu advogado Henrique (Neco Villa Lobos de “Salve Geral”). Mas uma denúncia anônima enviada para a promotoria pode mudar toda a situação, pois são provas fortes que o incriminam e certamente o levará a prisão. Aconselhado por Júlia, decide se aliar ao deputado estadual Jader (Roberto Marchese), um notório corrupto que pensa somente em enriquecer ás custas de mutretas mil. Edgar bola um plano que considera infalível, acabar com o bandido e com o político ao mesmo tempo, matando “2 coelhos” com uma cajadada só, como diz o ditado. Para isso une-se ao assaltante Velinha (Thaíde de “Caixa Dois”), que espera sair rico dessa história. 

Um filme bem diferente do que normalmente se vê nas telas, pois além de um roteiro intricado, exigindo do expectador que preste atenção no que vê na tela, muitas vezes se tem a impressão que se está em um jogo de videogame. Tudo isso graças ao talento do supervisor de efeitos especiais Sergio Farjalla Jr. (de “Como Esquecer), nos brindando com imagens que mais parecem advindas de filmes norte-americanos, apesar de algumas derrapadas, como a explosão da maleta, onde a fumaça apareceu bem antes do fogo. Como desde o início o diretor optou por uma concepção não realista, os efeitos casam com perfeição. Outro que ajudou e muito neste visual foi o diretor de fotografia Carlos André Zalasik (de “Atlântico Negro - Na Rota dos Orixás”), pois a maioria das cenas é “Câmera na mão”, fazendo com que fosse necessária uma boa iluminação, no intuito de não deixar o expectador tonto, além do uso de muitas cores debotadas e frias. Mas nada disso seria suficiente se não houvesse uma excelente montagem, deixando o filme compreensível, o trio formado pelo próprio diretor, Lucas Gonzaga e André Toledo, conseguiram o que parecia impossível. 

Fernando Alves Pinto encabeça um elenco bem afinado. O ator consegue passar ao personagem uma ambiguidade, pois se ele se mostra carente, ao mesmo tempo, demonstra ser uma pessoa fria e calculista. Sempre muito contido, com uma voz suave, deixa transparecer uma pessoa que está disposta a tudo para conseguir os seus objetivos. Caco Ciocler já faz um papel mais ingrato, de um homem marcado pela tragédia, com poucas falas e que se revela no final ser bem diferente e deixa uma dúvida sobre o que se passa em sua cabeça. Talvez o personagem pior construído pelo roteiro. Marat Descartes, um ator pouco conhecido, é a grande revelação no papel de vilão sanguinário. Normalmente rouba as cenas em que aparece, mesmo não precisando “esmurrar mesas” ou fazer outros gestos de efeitos. Alessandra Negrini tem um papel correto, mas não se destaca. Mesmo nas cenas em que seu subconsciente o coloca em um jogo mortal com criaturas estranhas. Um filme que agradará aos fãs de videogame e também quem quer algo que foge dos padrões do cinema atual.




Escrito por Cinéfilo às 08h56
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Notícias de Cinema

Filme explora teoria de que ex-presidente JK forjou própria morte

MATHEUS MAGENTA
ENVIADO ESPECIAL A TIRADENTES (MG)

O ex-presidente Juscelino Kubitschek, que governou o país entre 1956 e 1961, forjou a própria morte num acidente de carro na via Dutra, fez cirurgia plástica e fugiu para o exterior por causa da perseguição política sofrida durante a ditadura militar (1964-1985).

A famosa teoria da conspiração sobre o acidente que matou JK em 1976 é retratada no curta-metragem "O Velho e o Novo", do diretor Daniel Caetano, exibido na segunda (23) durante a 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes.

No filme, o policial francês Pierre Delon (Gregório Duvivier) investiga a morte de uma jornalista brasileira (Carol Pucu) em um acidente de carro em Paris. Em fitas encontradas no veículo, ela afirma que encontrou o ex-presidente JK vivendo com uma identidade falsa na Córsega (França).

O curta de ficção arrancou risos da plateia por causa do tom de paródia, já que os atores Gregório Duvivier e Augusto Madeira são dublados por Márcio Simões (dublador de Wesley Snipes e Samuel L. Jackson) e Ricardo Schnetzer (que dubla Tom Cruise e Richard Gere).

A despeito da teoria conspiratória, a história oficial conta que, após o golpe militar em 1964, Juscelino teve seus direitos políticos cassados e se exilou na Europa. Nos anos seguintes, voltou para o país e participou de um movimento de oposição ao regime ao lado do presidente deposto João Goulart.

JK morreu um acidente de carro em 1976 na via Dutra. A suspeita de assassinato do ex-presidente chegou a ser investigada por uma comissão da Câmara dos Deputados, no início dos anos 2000.

"Não resta mais dúvidas de que a morte de Juscelino Kubitschek foi causada por um acidente automobilístico, sem qualquer resquício da consumação de um assassinato encomendado", afirmou o relatório final da comissão, em 2001.

Ainda segundo o texto, "talvez alguns fiquem desapontados, mas a verdade não pode ser distorcida em prol de um argumento emocional".

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1039245-filme-explora-teoria-de-que-ex-presidente-jk-forjou-propria-morte.shtml

Atriz e diretora Julie Delpy diz que não quer mais atuar

DE SÃO PAULO

Julie Delpy declarou em entrevista ao site Deadline que não quer mais atuar. A francesa, estrela de filmes como "Antes do Amanhecer" e "2 Dias em Paris", planeja se dedicar mais à sua carreira como diretora e roteirista.

"Acho que chega de atuar. Antes, eu atuava em filmes de pessoas que eu conhecia. Agora eu não quero mais me dedicar a isso. Quero me dedicar a escrever e dirigir".

Delpy está no Festival de Sundance divulgando seu novo trabalho, "2 Days in New York". Ela atua no filme, que foi escrito e dirigido por ela, ao lado de Chris Rock.

Delpy lança ainda um filme como atriz, "Les Passages", previsto para chegar aos cinemas este ano.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1039304-atriz-e-diretora-julie-delpy-diz-que-nao-quer-mais-atuar.shtml



Escrito por Cinéfilo às 05h53
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Filme: Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras

 

O diretor sempre teve altos e baixos na sua carreira cinematográfica, que por sinal não é das mais prolíferas. Enquanto foi aplaudido por “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes”, foi malhado incansavelmente quando realizou “Destino Insólito”, estrelado pela sua ex-esposa, Madonna. Em 2009 decidiu dar vida ao famoso detetive da Baker Street no filme “Sherlock Holmes”, onde o apresentava a nova geração. Foi um sucesso absoluto, chegando a dar ao protagonista, Robert Downey Jr., o Globo de Ouro de Melhor Ator em Comédia. Não era de se estranhar que uma sequencia estaria a caminho e eis que chega agora às telas, “Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras” (Sherlock Holmes: A Game of Shadows”), com roteiro do casal Michele e Kieran Mulroney (de “Tempo de Crescer”). Os dois últimos, praticamente neófitos na função, já que ele se dedicou a carreira de ator. Desta vez eles resolveram introduzir o mais famoso vilão criado por Sir Arthur Conan Doyle, Professor James Moriarty. 

Vários acontecimentos estranhos abalam a Europa, morte de nobres e pessoas influentes, atentados a bomba. A maioria da população imagina que se trata de algum grupo terrorista ou mesmo alguma nação querendo incitar uma guerra. Mas o mais famoso e inteligente detetive londrino, Sherlock Holmes (Robert Downey Jr.), não concorda. Após seguir Irene Adler (Rachel McAdams de “Meia-Noite em Paris”), sua incontida paixão, acaba praticamente confirmando suas suspeitas, quem está por trás disso tudo é o Professor James Moriarty (Jared Harris de “O Curioso Caso de Benjamin Button”). Um gênio do crime que precisa ter seus planos descobertos e detidos. Enquanto isso, seu fiel amigo e parceiro, Dr. John Watson (Jude Law de “Contágio”), esta para casar e decide ter uma noite de “despedida de solteiro”. Mas a única pessoa que Holmes convida é seu irmão Mycroft Holmes (Stephen Fry de “V de Vingança”). Na taberna está a misteriosa cigana Simza Heron (Noomi Rapace de “A Menina Que Brincava Com Fogo”), que esta a procura de seu irmão desaparecido. Após uma fracassada tentativa de assassinato, Holmes decide agir o mais rápido possível. 

O diretor fez uma opção deliberada no filme: ação, muita ação. Mostra um Sherlock Holmes que em detrimento ao pensamento, a inteligência, usa a sua habilidade física. Inclusive acaba dando a ele um poder que até então não se conhecia, a clarividência, tentando passar por intuição. O ritmo ágil que está presente em todo o filme, deve-se ao trabalho do montador James Herbert (de “Matadores de Vampiras Lésbicas”), que imprimiu um estilo ágil, sem ser confuso, dosando bem os cortes. Fazendo com que a história fosse contada sem que seja necessário mostrar longas cenas explicativas. Outro que fez um trabalho acima de média é o diretor de fotografia Philippe Rousselot (de “Leões e Cordeiros”), que com um trabalho de luz bem feito, conseguiu fazer o filme ficar com um ar soturno, mas ao mesmo tempo, jovial. Sem que a escuridão tomasse conta da tela e não permitisse ver o que lá acontecia. Já Sarah Greenwood (de “O Solista”), soube recriar com sua direção de arte, um passado incerto, mas com toques de atualidade, já que a história, em tese, acontece às vésperas da Primeira Grande Guerra. 

As atuações são bastante irregulares. Stephen Fry parece que está em uma festa e se entrega ao papel sem muita preocupação, o que de todo não é mal, já que seu personagem nada mais é que um figurante de luxo. Mas como sempre foi um bom ator, mesmo assim tem uma interpretação que não destoa das demais. O mesmo não e pode dizer de Jude Law, que mesmo repetindo o papel, não encontrou o tom ideal e faz um Watson sem muito brilho. Muitas vezes fica perdido em cena, como se faltasse um diretor para explicar como deveria agir em certos momentos. Jared Harris tem uma interpretação contida, bem próxima ao que se imagina seria a de um “Gênio do crime” e não decepciona. Com frases pausadas e deixando transparecer que pensa sempre muito antes de falar, constrói um vilão que estaria disposto a tudo para alcançar seus objetivos. Já Robert Downey Jr., que esteve muito bem no filme original, sabendo maneirar sua atuação, agora desistiu de se controlar e colocou para fora todos seus excessos.

 



Escrito por Cinéfilo às 06h21
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Notícias de Cinema

"A Invenção de Hugo Cabret" lidera indicações ao Oscar

DE SÃO PAULO

"A Invenção de Hugo Cabret", de Martin Scorsese, recebeu o maior número de indicações ao Oscar 2012, concorrendo em 11 categorias. O francês "O Artista" vem na sequência com 10 indicações.

Apesar de ter ficado fora do Oscar de filme estrangeiro, o Brasil aparece na categoria melhor canção original com a indicação de Sergio Mendes e Carlinhos Brown pela música "Real in Rio", da animação "Rio". Eles concorrem com "Man or Muppet", de "Os Muppets".

Os indicados foram anunciados nesta terça-feira. O anúncio foi feito no Samuel Goldwyn Theater pelo presidente da Academia, Tom Sherak, e pela atriz Jennifer Lawrence, indicada ao Oscar do ano passado por "Inverno da Alma".

Os vencedores serão revelados no dia 26 de fevereiro no Kodak Theatre com apresentação de Billy Crystal, que volta ao comando da cerimônia após oito anos.

Confira abaixo os indicados ao Oscar 2012 e saiba se eles já estão em cartaz no Brasil:

Filme

"A Árvore da Vida" (já lançado em DVD)
""Os Descendentes" (estreia nesta sexta-feira)
"Histórias Cruzadas" (estreia em 3 de fevereiro)
"A Invenção de Hugo Cabret" (estreia em 17 de fevereiro)
"O Homem Que Mudou o Jogo" (estreia em 17 de fevereiro)
"Cavalo de Guerra" (em cartaz)
"O Artista" (estreia em 10 de fevereiro)
"Meia-Noite em Paris" (já lançado em DVD e Blu-ray)
"Tão Forte e Tão Perto" (estreia em 2 de março)

Direção
Woody Allen - "Meia-Noite em Paris"
Michel Hazanavicius - "O Artista"
Alexander Payne - "Os Descendentes"
Martin Scorsese - "A Invenção de Hugo Cabret"
Terrende Malick - "A Árvore da Vida"

Ator
Demián Bichir - "A Better Life" (sem data de estreia)
George Clooney - "Os Descendentes"
Jean Dujardin - "O Artista"
Gary Oldman - "O Espião Que Sabia Demais" (em cartaz)
Brad Pitt - "O Homem Que Mudou o Jogo"

Atriz
Glenn Close - "Albert Nobbs" (estreia em 2 de março)
Viola Davis - "Histórias Cruzadas"
Rooney Mara - "Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres" (estreia nesta sexta)
Meryl Streep - "A Dama de Ferro" (estreia em 10 de fevereiro)
Michelle Williams - "Sete Dias com Marilyn" (estreia em 10 de fevereiro)

Ator Coadjuvante
Christopher Plummer - "Toda Forma de Amor" (já lançado em DVD)
Jonah Hill - "O Homem Que Mudou o Jogo"
Kenneth Branagh - "Sete Dias com Marilyn"
Nick Nolte - "Guerreiro"
Max von Sydow - "Tão Forte e Tão Perto"

Atriz Coadjuvante
Berenice Bejo - "O Artista"
Jessica Chastain - "Histórias Cruzadas"
Melissa McCarthy - "Missão Madrinha de Casamento" (já lançado em DVD)
Janet McTeer - "Albert Nobbs"
Octavia Spencer - "Histórias Cruzadas"

Roteiro original
"O Artista" - Michel Hazanavicius
"Missão Madrinha de Casamento" - Kristen Wiig, Annie Mumolo
"Margin Call - O Dia Antes do Fim" - J.C. Chandor (já lançado em DVD)
"Meia-Noite em Paris" - Woody Allen
"A Separação" - Ashgar Farhadi

Roteiro adaptado
"Os Descendentes" - Alexander Payne, Nat Faxon, Jim Rash
"A Invenção de Hugo Cabret" - John Logan
"Tudo pelo Poder" - George Clooney, Grant Heslov, Beau Willimon (em cartaz)
"O Homem que Mudou o Jogo" - Steven Zaillian, Aaron Sorkin, Stan Chervin
"O Espião que Sabia Demais" - Bridget O'Connor, Peter Straughan

Animação
"Um Gato em Paris"
"Chico & Rita" (sem data de estreia)
"Kung Fu Panda 2" (já lançado em DVD e Blu-ray)
"Gato de Botas" (em cartaz)
"Rango" (já lançado em DVD e Blu-ray)

Canção Original
"Man or Muppet" - "The Muppets" - Música e Letra de Bret McKenzie (em cartaz)
"Real in Rio" - "Rio" - Música de Sergio Mendes e Carlinhos Brown e letra de Siedah Garrett (já lançado em DVD e Blu-ray)

Trilha sonora
"As Aventuras de Tintim" - John Williams (em cartaz)
"O Artista" - Ludovic Bource
"A Invenção de Hugo Cabret" - Howard Shore
"O Espião que Sabia Demais" - Alberto Iglesias
"Cavalo de Guerra" John Williams

Filme estrangeiro
Bélgica - "Bullhead" - Michael R. Roskam (sem data de estreia)
Canadá - "Monsieur Lazhar" - Philippe Falardeau (sem data de estreia)
Irã - "A Separação" - Asghar Farhadi (em cartaz)
Israel - "Footnote" - Joseph Cedar (sem data de estreia)
Polônia - "In Darkness" - Agnieszka Holland (sem data de estreia)

Efeitos visuais
"Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2 " (já lançado em DVD e Blu-ray)
"A Invenção de Hugo Cabret"
"Gigantes de Aço"
"Planeta dos Macacos: A Origem" (já lançado em DVD e Blu-ray)
"Transformers: O Lado Oculto da Lua" (já lançado em DVD e Blu-ray)

Edição de som
"Drive" (estreia em 24 de fevereiro)
"Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres"
"A Invenção de Hugo Cabret"
"Transformers: O Lado Oculto da Lua"
"Cavalo de Guerra"

Mixagem de som
"Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres"
"A Invenção de Hugo Cabret"
"O Homem Que Mudou o Jogo"
"Transformers: O Lado Oculto da Lua"
"Cavalo de Guerra"

Direção de arte
"O Artista" - Laurence Bennett, Robert Gould
"Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2" - Stuart Craig, Stephenie McMillan
"A Invenção de Hugo Cabret" - Dante Ferretti, Francesca Lo Schiavo
"Meia-Noite em Paris" - Anne Seibel, Hélène Dubreuil
"Cavalo de Guerra" - Rick Carter, Lee Sandales

Fotografia
"O Artista"
"Millenium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres"
"A Invenção de Hugo Cabret"
"A Árvore da Vida"
"Cavalo de Guerra"

Figurino
"Anônimo" - (estreia em 17 de fevereiro)
"O Artista"
"A Invenção de Hugo Cabret"
"Jane Eyre" (sem data de estreia)
"W.E." (estreia em 30 de março)

Curta metragem de animação
"Dimanche/Sunday" - Patrick Doyon
"The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore" - William Joyce and Brandon Oldenburg
"La Luna" - Enrico Casarosa
"A Morning Stroll" - Grant Orchard and Sue Goffe
"Wild Life" - Amanda Forbis and Wendy Tilby

Curta metragem
"Pentecost" - Peter McDonald and Eimear O'Kane
"Raju" - Max Zähle and Stefan Gieren
"The Shore" - Terry George and Oorlagh George
"Time Freak" - Andrew Bowler and Gigi Causey
"Tuba Atlantic" - Hallvar Witz

Maquiagem
"Albert Nobbs"
"Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2"
"A Dama de Ferro"

Edição
"O Artista"
"Os Descendentes"
"Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres"
"A Invenção de Hugo Cabret"
"O Homem Que Mudou o Jogo"

Documentário longa metragem
"Hell and Back Again" (sem data de estreia)
"If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front"
"Paradise Lost 3: Purgatory"
"Pina" (estreia em 16 de março)
"Undefeated" (sem data de estreia)

Documentário curta metragem
"The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement"
"God Is the Bigger Elvis"
"Incident in New Baghdad"
"Saving Face"
"The Tsunami and the Cherry Blossom"

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1038669-a-invencao-de-hugo-cabret-lidera-indicacoes-ao-oscar.shtml

Cineasta grego Theo Angelopoulos morre em acidente

DA FRANCE PRESSE, EM ATENAS

O cineasta grego Theo Angelopoulos, 76, morreu na noite desta terça (24), vítima de uma hemorragia cerebral num hospital perto do Pireu, na Grécia. O diretor foi levado para a instituição após ter sido atropelado por um motociclista, na rua, informou a televisão pública NET.

Figura emblemática do "novo cinema" grego, a partir da década de 1970, e premiado com a Palma de Ouro de Cannes, em 1998, pelo filme "A Eternidade e um Dia", Angelopoulos realizou mais de 15 filmes, contando a história e documentando a sociedade da Grécia contemporânea. Suas produções são caracterizadas por longos e silenciosos planos mostrando as paisagens do país.

Entre seus principais filmes estão "A Viagem dos Comediantes", "Paisagem na Neblina", de 1988; "Um Olhar a Cada Dia", de 1995; "Viagem a Citera", de 1984; "O Passo Suspenso da Cegonha", de 1991, e a "Trilogia - O Vale dos Lamentos".

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1039056-cineasta-grego-theo-angelopoulos-morre-em-acidente.shtml



Escrito por Cinéfilo às 05h48
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Filme: A Separação

O cinema iraniano sempre foi ovacionado, mas estava fora dos circuitos mais badalados há algum tempo. Agora retorna em grande estilo, vencendo prêmios importantes como o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro 2012, além do Urso de Ouro de Melhor filme, melhor ator e melhor atriz no Festival de Berlim em 2011, e prêmios menos badalados como o de Melhor Filme no 8º Amazonas Film Festival de 2012. O filme iraniano “A Separação” (جدایی نادر از سیمین) deu a seu diretor e roteirista Asghar Farhadi (de “À Procura de Elly”) uma merecida consagração em seu segundo trabalho. Mas as premiações podem aumentar, já que concorre a Melhor filme Estrangeiro no BAFTA 2012 e pode ainda estar entre os cinco finalistas do Oscar e sair da festa com a cobiçada estatueta. Considerado pela crítica uma verdadeira obra-prima, provocou reações nada entusiasmadas do governo iraniano, pois trata de assuntos que ainda são tabus naquele país e se disse preocupado com a imagem que o filme anda passando. 

Simin (Leila Hatami) quer a separação do marido, Nader (Peyman Moadi), pois pretende passar uma temporada no exterior e ele não quer acompanha-la. Ele alega que seu idoso pai (Ali-Asghar Shahbazi), portador do mal de Alzheimer em estado avançado, não pode ficar abandonado e a filha de ambos, Termeh (Sarina Farhadi), não quer ir com a mãe. Para resolver a situação, ele contrata uma mulher, Razieh (Sareh Bayat), para que fique com seu pai enquanto estiver trabalhando. O problema é que Razieh esta grávida, trabalha escondido do marido, Hodjat (Shahab Hosseini), e como é seguidora fiel dos mandamentos do islã, não pode tocar em nenhum outro homem a não ser seu marido, dificultando seu trabalho com um idoso que não a obedece e precisa ser auxiliado em tudo. Ao chegar em casa certo dia, Nader depara com seu pai amarrado e inconsciente devido a uma queda da cama e o apartamento sem mais ninguém. Quando Razieh chega, inicia-se uma discussão onde a tensão fica cada vez mais forte. Nesta confusão acontece um imprevisto o que leva todos os envolvidos a uma espiral de acusações, silêncio sobre certos assuntos e mentiras. 

O roteiro é uma verdadeira aula de como envolver o espectador, as situações vão se acumulando e faz com que todos fiquem na expectativa de saber o resultado, mas tudo dentro de uma “normalidade”, sem nada que provoque reviravoltas mirabolantes ou qualquer outro artifício para capturar a atenção. Em momento algum se tenta dar respostas fáceis para os diversos questionamentos apresentados, inclusive, é difícil tomar um partido, já que todos os envolvidos em maior ou menor grau mentem e tentam manipular o delegado, interpretado por Babak Karimi. Interessante é ver como a justiça de lá é bem diferente da nossa, com menores sendo interrogados sem a presença de ninguém que os acompanhe, e depois largados dentro da delegacia. Não existe advogados ou defensores públicos e as investigações praticamente não existem, os litigantes que levantam as questões e chamam a polícia para fazer uma “reconstituição”. Mas ao mesmo tempo, as relações interpessoais que se apresentam no filme demostram que certos sentimentos são universais. 

A direção soube conduzir com maestria os atores, principalmente Peyman Moadi e Sareh Bayat, que travam diálogos acalorados e eletrizam com suas interpretações bastante naturalistas. Enquanto Peyman Moadi faz de tudo para escapar de um problema, com isso manipula a filha e quem mais for preciso, Sareh Bayat a todo momento mostra ser uma mulher desesperada, jogada no meio de uma confusão e que já se sente punida por ter cometido “pecado”, além de sentir a reprovação do marido. Leila Hatami faz uma mulher dividida, que só quer dar fim a confusão reinante e proteger sua filha adolescente do escândalo, não se importando se para isso questões importantes sejam deixadas de lado. Em um ambiente racional, Shahab Hosseini destoa ao fazer o único que deixa os sentimentos aflorarem e por isso faz tudo ficar bem pior. Consegue não partir para o exagero, coisa que facilmente aconteceria com um ator menos talentoso e um diretor displicente. Um filme que merece todos os prêmios que ganhou e merece ser visto.




Escrito por Cinéfilo às 05h46
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Notícias de Cinema

Filme "O Artista" vence prêmio do Sindicato dos Produtores dos EUA

PIYA SINHA-ROY
DA REUTERS, EM LOS ANGELES

"O Artista" continua seu romance com o cinema norte-americano depois de ganhar o prêmio de melhor filme no sábado, na premiação do Sindicato dos Produtores (PGA, na sigla em inglês), aumentando suas chances de ser indicado ao Oscar. O anúncio dos filmes que concorrerão ao prêmio da Academia será feito na próxima semana.

A comédia francesa em preto e branco, que traz no elenco Jean Dujardin e Berenice Bejo, é uma homenagem à era antes do cinema falado de Hollywood nos anos 1920 e 1930, e conta a história de uma estrela do cinema mudo cuja carreira começa a decair conforme o som entra no mundo do cinema.

"Quando Michel Hazanavicius e eu sonhamos em fazer 'O Artista', sabíamos que estávamos sonhando em escrever uma carta de amor ao cinema americano. Nunca imaginamos que, em troca, receberíamos um gosto de sentir o sonho americano", disse Thomas Langmann, produtor do filme, em seu discurso de agradecimento em Beverly Hills.

A produção vem colhendo prêmios no período que antecede ao Oscar. Foi escolhido o melhor filme pelos críticos de Londres e também no Globo de Ouro no início deste mês.

No sábado, disputava contra outros nove concorrentes, incluindo a comédia "Bridesmaids", o drama em defesa dos direitos civis "Histórias Cruzadas" e o épico de Steven Spielberg "Cavalo de Guerra."

"As Aventuras de Tintim", produzido por Spielberg, ganhou na categoria de filme animado melhor produzido.

A premiação do Sindicato dos Produtores é importante na disputa pelo Oscar, em 26 de fevereiro, já que muitos dos mais de 5.000 membros do PGA participam da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas que vota no Oscar.

Nos últimos quatro anos, o filme eleito como o mais bem produzido pelos produtores acabou ganhando o Oscar de melhor filme: em 2008 foi "Onde os Fracos Não Têm Vez", "Quem Quer Ser um Milionário" em 2009, "Guerra ao Terror" em 2010 e "O Discurso do Rei" em 2011.

Angelina Jolie recebeu o prêmio Stanley Kramer para "In the Land of Blood and Honey", que ela escreveu, dirigiu e produziu, uma honraria reservada para contribuições que destacam questões sociais provocadoras.

A atriz, que já ganhou um Oscar, fez um discurso de agradecimento sóbrio, observando que quando o filme de guerra "A Lista de Schindler" ganhou um PGA em 1994, durante a guerra bósnia, "o mundo fez vista grossa" às atrocidades no Leste europeu na época.

Spielberg ficou com o prêmio David O'Selznick e a lenda das histórias em quadrinhos Stan Lee recebeu o prêmio Vanguard, apresentado pelo "homem-aranha", o ator Tobey Maguire.

Ambos foram ovacionados ao subirem ao palco.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1037876-filme-o-artista-vence-premio-do-sindicato-dos-produtores-dos-eua.shtml

Diretor e ator comparam set de "O Hobbit" a reunião familiar

LINDSAY CLAIBORN
ZORIANNA KIT
DA REUTERS, EM PARK CITY, UTAH

As filmagens de "O Hobbit" têm se parecido com reuniões familiares para o diretor Peter Jackson e ao menos para um dos atores de "O Senhor dos Anéis", Elijah Wood. "Estou gostando muito mais do que imaginava. Literalmente é como se fosse uma reunião familiar, uma forma boa de ir trabalhar a cada dia", disse Jackson à Reuters no Festival de Sundance, onde promoveu seu documentário "West of Memphis".

Wood, também em Sundance mas em razão de um outro filme em que atuou, "Celeste and Jesse Forever", disse à Reuters que a filmagem de "O Hobbit" foi "extraordinária".

"Foi muito surreal", disse Wood. "Foi como se o tempo não tivesse passado e de repente estávamos trabalhando novamente. Foi como se tivéssemos voltando no tempo, em uma reunião de família. Foi ótimo", elogiou.

"O Hobbit", baseado na obra de J.R.R. Tolkien, antecede a trilogia "O Senhor dos Anéis", em que Wood fez o papel de Frodo Baggins.

Os filmes foram alguns dos mais vistos na história, e o último longa "O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei", venceu 11 estatuetas do Oscar, incluindo melhor filme e melhor diretor para Jackson.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1037875-diretor-e-ator-comparam-set-de-o-hobbit-a-reuniao-familiar.shtml



Escrito por Cinéfilo às 05h45
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Filme: As Aventuras de Tintim

 

O cartunista belga Georges Prosper Remi, mais conhecido como Hergé, criou em 1929 um dos personagens mais conhecidos dos quadrinhos, Tintim. Um repórter pós-adolescente que vive pelo mundo investigando mistérios, sempre ao lado do seu fiel cachorro Milu.  Principalmente na Europa, faz um grande sucesso até hoje, chegando a ter também ser personagem de desenho animado. Quando do lançamento do filme “Os Caçadores da Arca perdida” de Steven Spielberg, muitos jornalistas comentaram sobre a semelhança entre o arqueólogo Indiana Jones e o Tintim. O diretor então resolveu conhecer o personagem e se apaixonou, iniciando aí uma intrincada negociação para que pudesse leva-lo às telas de cinema. Hergé gostou da ideia e deu seu apoio e permissão, mas faleceu antes de vê-la consumada. Com a ajuda de Peter Jackson (de Um Olhar do Paraíso”) na produção e na sua empresa Weta Digital, Spilberg finalmente apresenta “As Aventuras de Tintim” (The Adventures of Tintin).

 

Tintim e seu cão Milu passeiam por uma feira de antiguidades e ele vê um galeão antigo, que tem em sua proa um unicórnio. Apaixona-se pela peça e decide compra-la, mas logo em seguida um homem misterioso chega com a mesma intenção. Ele rechaça a oferta, mas outro comprador aparece, Ivan Ivanovitch Sakharin, um homem sem escrúpulos que fará de tudo para por as mãos nesta peça rara. Mas antes de ter seu barco roubado, Tintim descobre uma misteriosa mensagem que estava escondida no mastro e a guarda na carteira. Porém é furtado por um famoso cleptomaníaco que está na mira dos detetives Dupond & Dupont. As confusões, entretanto, só estavam só começando, pois Tintim é sequestrado e levado para um navio, sendo seguido por Milu. Lá encontra o capitão Haddock, um bêbado marinheiro que teve a sua tripulação posta contra ele. Titim e seu novo amigo tem que descobrir o plano do vilão e fazer de tudo para impedi-lo.

 

Utilizando a técnica de “motion capture”, onde todos os movimentos do personagem são capturados pelo computador e a imagem é colocada posteriormente, o diretor utilizou atores famosos para dar vida aos principais personagens e posteriormente dublá-los na versão em inglês. Tintim teve como modelo Jamie Bell (de “A Conquista da Honra”), Sakharin foi Daniel Craig (de “A Casa dos Sonhos”) e o capitão Francis Haddock, Andy Serkis (de “Planeta dos Macacos: A Origem”). A história é bem movimentada e procura apresentar ao público os personagens principais, chegando a ser didática no início. Mas é uma situação complicada, já que o personagem principal não tem vida íntima, colocando em primeiro plano sempre o lado profissional. Por isso, na primeira parte, o filme é menos movimentado, onde Tintim coloca seu lado detetivesco em ação. Já a partir do meio, as coisas se tornam bem mais movimentadas, com uma sucessão de acontecimentos.

 

A parte técnica é irretocável, inclusive foi merecido o prêmio de Melhor Desenho Animado no Globo de Ouro 2012. A composição procura ser o mais fiel possível ao que se vê nas HQ. E a técnica utilizada permitiu que eles tivessem movimentos muito mais realistas do que se fossem criados completamente digitais. Uma das poucas exceções quanto a isso é o cachorro Milu, que mais parece um clone canino do seu dono. Seu espírito intrépido continua sendo representado muito bem, um personagem que não se abate com as dificuldades e vai sempre em busca da verdade. Aliás, este é outro problema do filme, Tintim é mostrado de maneira unidimensional, sempre como um herói que beira a perfeição. São poucos os sentimentos que o personagem apresentando durante a projeção, raramente fica feliz ou mesmo triste, sempre apresentando um semblante de curiosidade. Mas para aqueles que são fãs nada disso é importante, já que a história acaba envolvendo a todos.

 



Escrito por Cinéfilo às 08h53
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Notícias de Cinema

Mostra de Cinema de Tiradentes exibe 116 filmes, com entrada franca, e promove reflexões e debates

Festival já se tornou tradição no país

É o lugar do cinema de autor sim. Também da experimentação. Dos primeiros passos de quem um dia deseja estar do lado de lá da câmera. Mas também é ponto de encontro, espaço de trocas e – por que não? – de riso e riscos estéticos. A Mostra de Cinema de Tiradentes chega à 15ª edição não apenas falando dela mesma, mas reforçando o exercício permanente de expandir suas fronteiras. 
 
De ontem ao dia 28, 116 filmes passarão pelas telas espalhadas na cidade. Se engana quem pensa que a graça estará só nas exibições. É fato que as sessões gratuitas desenham o panorama do cinema brasileiro contemporâneo, mas, na esteira delas, os 19 encontros com a crítica e os sete debates temáticos convidam os participantes a pensar e falar sobre o cinema que se produz no Brasil atualmente. E estrangeiros fazem parte dessa ciranda. 

A escolha da comédia Billi Pig, de José Eduardo Belmonte, para a abertura é sinal de que essa edição pode não ser tão hermética como em outras temporadas. “Já estive várias vezes em Tiradentes, mas será a primeira vez que a exibição pública de um filme meu começa por lá”, comenta o cineasta, enquanto ainda finaliza a produção. O novíssimo longa marca o retorno de Belmonte ao gênero explorado no início da carreira de curta-metragista. 
Em Billi Pig, Selton Mello – ator homenageado desta edição – faz um corretor de seguros falido, marido de Marialva, papel de Grazi Massafera. Aspirante a atriz, ela é dona de um porco falante, que a adverte das trapaças do cônjuge. “O filme se parece muito com os curtas que eu fazia, com os videoclipes dos Raimundos. Tem uma pegada anárquica. Sempre gostei de fazer humor, mas em algum momento já não me sentia bem fazendo. Agora estou mais leve. Comecei a poder achar graça em tudo de novo”, comenta Belmonte.

DESAFIO  Misturar um filme que seja mais popular com opções esteticamente mais ousadas é o desafio do curador Cleber Eduardo. Desde 2007, ele responde pela seleção dos filmes que serão exibidos tanto ao ar livre, no Cine Praça, como no Cine Tenda. Ao mesmo tempo em que comemora o aumento de 35% no número de cineastas interessados em mostrar os trabalhos em Tiradentes, ele precisa lidar com árdua tarefa de escolher, tendo sempre em conta a diversidade do público que, ano após ano, a Mostra tem atraído para a charmosa cidade do interior de Minas. 

“Essa engenharia está se tornando cada vez mais complexa”, reconhece Cleber Eduardo. Para se ter uma ideia, quando ele assumiu o posto recebia um montante de 30, 40 longas para avaliar. Diante dos 99 inscritos em 2011, precisou afinar os critérios para compor a grade. “Este ano as decisões foram muito mais complexas. A grade mudou várias vezes. Eu repensava, revia filmes”, conta. 
Assim, a programação de longas na tenda montada em Tiradentes é dividida nas mostras Aurora , Olhares e Vertentes além da Mostrinha. Em 2012, há equilíbrio entre documentários e ficções na lista dos 31 longas selecionados. Sete produções de diretores estreantes concorrem prêmio de ao melhor filme da Mostra Aurora. São eles: Strovengah – Amor torto, de André Sampaio; HU, de Pedro Urano e Joana Traub Cseko; Entorno da beleza, de Dácia Ibiapina; A cidade é nossa?, de Adirley Queirós; Balança Mas Não Cai, de Leonardo Barcelos; As horas vulgares, de Rodrigo de Oliveira e Vitor Graize; e Corpo presente, de Marcelo Toledo e Paolo Gregori. 

Além deles, por exemplo, há produções como Girimunho, de Helvécio Marins e Clarissa Campolina, As hiper mulheres, de Carlos Fausto, Leonardo Sette e Takumã Kuikuro, destacados em outros festivais nacionais e internacionais. “O que homogeiniza a programação é que são propostas sempre muito autorais e que tenho que tentar promover o equilíbrio. Acho que, de maneira geral, há certa concentração de personagens em espaços sociais, um espírito de borda”, comenta Cleber.

 Os curtas Se tradicionalmente o curta-metragem sempre foi lugar de experimentação, mais uma vez a programação em Tiradentes dedicada ao formato é recheada. Os 84 filmes selecionados estão divididos em seis mostras. Curador em parceria com Cássio Starling, Pedro Maciel Guimarães comenta que um dos critérios na seleção foi o olhar atento para a continuidade da produção de criadores que já compareceram em outras edições. “É uma atenção para essa questão da autoria”, comenta. 

Para o curador, a safra analisada reflete a busca por inovações estéticas, mas formalmente ainda se mantém presa aos parâmetros habituais no cinema. Mesmo que seja difícil destacar tendências em uma amostra tão variada, Pedro chama atenção para a contemporaneidade dos temas rodados. “Essa geração de curta-metragistas está fazendo uma coisa bacana: consegue filmar o presente. Não é a velhice nem a infância. São criadores que estão na faixa dos 20 e poucos anos, no início da vida adulta, que olham com particularidade para essa fase”, destaca Pedro.

HOMENAGEADO Com o objetivo de valorizar o ator no processo de criação do filme, o tema da 15ª Mostra de Cinema de Tiradentes é “O ator em expansão”. Ator, produtor, roteirista, enfim, um artista que realmente participa de todas as frentes de criação possíveis, Selton Mello é o homenageado. “Selton é um ator que não se acomoda. Já poderia estar paradão há muito tempo, mas não. Continua abrindo novos caminhos, tem uma curiosidade produtiva”, elogia o diretor José Eduardo Belmonte. 

O mineiro de Passos tem natureza inquieta. Começou a carreira na TV aos 7 anos, na novela Marrom glacê, de 1979. Em 2007, deu uma pausa nos trabalhos na telinha, para se dedicar integralmente ao cinema. Na mostra dedicada à sua filmografia em Tiradentes serão exibidos além de Billi Pig, O cheiro do ralo, de Heitor Dhalia; Lavoura arcaica, de Luiz Fernando Carvalho; A erva do rato, de Julio Bressane; e O palhaço, dirigido – e protagonizado – pelo próprio Selton. 

Explosão "real" e efeito videogame são destaques em "2 Coelhos"

FABIANA SERAGUSA
DE SÃO PAULO

A trama é tão cheia de vai-e-vem que o diretor Afonso Poyart precisou usar um software para conseguir "ligar todos os pontos" da história. Em cartaz a partir desta sexta-feira (20), o filme nacional "2 Coelhos" chega para chamar a atenção: há várias cenas de explosões, efeitos de videogame, trechos em câmera lenta e muita ação.

"O roteiro consumiu oito meses de trabalho, foi bem complexo organizar a trama para que ela fizesse sentido de uma maneira não linear", conta o diretor. "Foi um quebra-cabeça, e as cenas de ação foram muito mais desafiadoras do que eu imaginava. A pós [produção] foi um processo intenso e longo, e o áudio do filme deu muito trabalho também."

A história mostra um plano mirabolante bolado por Edgar (Fernando Alves Pinto), narrador do filme, que passou por um trauma e foi morar por dois anos nos Estados Unidos. Ao retornar, encontra com Walter (Caco Ciocler), Júlia (Alessandra Negrini) e outros conhecidos do passado. Em meio a muitos assassinatos, corrupção, acidente trágico e embates tensos, o público vai descobrindo a real intenção do rapaz.

O elenco também conta com Marat Descartes (Maicon), Thaíde (Velinha) Robson Nunes (Clayton), Thogun (Bolinha), Neco Villa-Lobos (Henrique) e Aldine Müller (Sophia).

Fonte: http://guia.folha.com.br/cinema/1037199-explosao-real-e-efeito-videogame-sao-destaques-em-2-coelhos.shtml



Escrito por Cinéfilo às 10h17
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Filme: A Hora da Escuridão

 

O mais importante de um filme não é sua originalidade, mas sim como a história é conduzida. Como entretém a plateia de modo que todos fiquem tocados de algum modo pelo que se passa na tela, já que alguns temas são utilizados a exaustão. Um exemplo são os filmes que retratam “invasões alienígenas”. Desde o pior filme da história, “Plano 9 do Espaço Sideral” de Ed Wood, passando pelo besteirol “Marte Ataca!” de Tim Burton, até superproduções como “Guerra dos Mundos” de Steven Spielberg e a picaretagem “Skyline - A Invasão” de Colin Strause e Greg Strause, todos beberam na mesma fonte. Agora o diretor de arte Chris Gorak (de “Toque de Recolher”) na sua segunda incursão pela condução de um filme apresenta mais uma invasão em “A Hora da Escuridão” (The Darkest Hour), com roteiro de Jon Spaihts (estreando na função). O filme não apresenta nenhuma estrela no elenco, mas em compensação arrebata em seu visual e no modo de contar a história.

Sean (Emile Hirsch de “Milk - A Voz da Igualdade”) e Ben (Max Minghella de “A Rede Social”) são dois programadores que vão a Moscou tentar vender uma de suas ideias, mas ainda no avião são surpreendidos por uma tempestade elétrica. Chegando lá, descobrem que Skyler (Joel Kinnaman de “O Cavaleiro Templário”), o pretenso comprador pirateou descaradamente a ideia e obviamente não quer mais fazer negócio. Desolados, vão a um bar esquecer as mágoas e lá encontram duas compatriotas, Natalie (Olivia Thirlby de “Sexo Sem Compromisso”) e Anne (Rachael Taylor de “Imagens do Além”), iniciando um bom papo. O que não esperavam era que acontecesse um blecaute e ao saírem a rua, deparam com luzes brilhantes que caem do céu. Trata-se de uma invasão alienígena e quando a luz toca as pessoas os transforma em pó. Sem entender direito o que está acontecendo, o quarteto tenta escapar da morte certa e ficam vagando por uma cidade que não conhecem. Acabam encontrando Sergei (Dato Bakhtadze de “O Procurado”) e Vika (Veronika Ozerova), dois russos, sendo que o primeiro que aparentemente descobriu como deter os alienígenas e assim possibilitar que possam ter alguma esperança. 

O diretor soube trabalhar bem seu elenco, já que os personagens principais, apesar de serem fracos, conseguem passar credibilidade nas cenas em que aparecem. Todos se comportam sem os exageros típicos deste tipo de filme. Demonstram medo e apreensão, mas também agem com dentro de uma lógica que rege os acontecimentos. Soube fazer o filme ir crescendo a medida que passa o tempo, fazendo com que todos fiquem na expectativa para saber o que virá adiante. Não apresenta sustos súbitos, uma técnica batida, fazendo com que a tensão aconteça naturalmente. Inclusive com mortes de personagens importantes, quebrando o paradigma que “os mocinhos” saem sempre ilesos de todos os perigos. A direção de arte, a cargo de Valeri Viktorov (de “Guardiões da Noite”) e Ricky Eyres (de “Contágio”), soube construir uma Moscou destruída e deserta, um verdadeiro deserto urbano, que com tomadas do alto, realçam ainda mais o sentimento de solidão dos personagens. 

Os efeitos visuais, supervisionados por Brian Cox (de “As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada”), são simples, mas apresentam um bom resultado, principalmente na concepção dos extraterrestres. A dupla central combina bem, apesar de utilizarem o “perfil divergente”, com um mais responsável e outro mais doidão. Emile Hirsch com seu estilo despreocupado é que mais rouba a cena, mas todos os personagens apresentam algum momento de “brilho” durante a projeção.  Max Minghella faz o rapaz certinho, mas sem ter a pecha de chato, mostra ao amigo seus devaneios sem querer ser o dono da verdade. Rachael Taylor e Olivia Thirlby ao contrário do que acontece nos filmes deste tipo, não saem gritando e se metendo em apuros até que alguém as salve. Mostram que tem personalidade e apesar de se mostrarem frágeis, também se mostram decididas quando o perigo se apresenta. Um filme que os fãs do gênero vão curtir bastante e vale o valor do ingresso.




Escrito por Cinéfilo às 05h46
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Notícias de Cinema

"Tropa de Elite 2" fica de fora da disputa pelo Oscar

DE SÃO PAULO

O filme "Tropa de Elite 2" não foi um dos filmes pré-selecionados pela Academia para disputar uma vaga entre os indicados ao Oscar de melhor filme estrangeiro.

A lista de nove filmes foi divulgada pela Academia das Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood nesta quarta-feira. Os cinco indicados na categoria são revelados no próximo dia 24 e a cerimônia de premiação será realizada no dia 26 de fevereiro.

Foram pré-selecionados filmes da Bélgica, Canadá, Dinamarca, Alemanha, Irã, Israel, Marrocos, Polônia e Taiwan.

O filme de José Padilha foi escolhido pelo Brasil em setembro do ano passado para representar o país na categoria.

Ao todos, 63 filmes foram indicados por seus países para concorrer na categoria.

O último filme brasileiro a ser indicado na categoria foi "Central do Brasil", em 1999. Ele perdeu para "A Vida é Bela", da Itália.

Confira abaixo a lista de pré-selecionados:

Bélgica - "Bullhead" - Michael R. Roskam
Canadá - "Monsieur Lazhar" - Philippe Falardeau
Dinamarca - "Superclásico" - Ole Christian Madsen
Alemanha - "Pina" - Wim Wenders
Irã - "A Separação" - Asghar Farhadi
Israel - "Footnote" - Joseph Cedar
Marrocos - "Omar Killed Me" - Roschdy Zem
Polônia - "In Darkness" - Agnieszka Holland
Taiwan - "Warriors of the Rainbow: Seediq Bale" - Wei Te-sheng

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1036112-tropa-de-elite-2-fica-de-fora-da-disputa-pelo-oscar.shtml

Tommy Lee Jones viverá general MacArthur em novo filme

DA EFE, EM LOS ANGELES

O ator Tommy Lee Jones viverá o general americano Douglas MacArthur em "Emperor" ("Imperador", em tradução livre), um drama ambientado no Japão após o fim da Segunda Guerra Mundial, informou nesta terça-feira a agência DDA PR.

Jones protagonizará o longa-metragem inspirado em fatos reais ao lado de Matthew Fox ("Lost"), que interpretará um especialista em assuntos japoneses sob o comando de MacArthur que terá que decidir se o imperador asiático Hirohito será julgado e enforcado como um criminoso de guerra.

"Tommy fornecerá força, inteligência e influência à versão do general Douglas MacArthur, um lendário herói americano", comentou o produtor do filme, Gary Foster.

Após a rendição japonesa que pôs fim à Segunda Guerra Mundial, as tropas dos Estados Unidos ocuparam o território japonês com MacArthur como comandante supremo.

À difícil decisão que deverá ser tomada pelos personagens de Jones e Fox é preciso somar a odisseia deste último para encontrar um de seus amores de juventude, uma japonesa com a qual manteve uma relação quando ela visitou os EUA para um intercâmbio.

A produção do filme, que será dirigido por Peter Webber ("Moça com Brinco de Pérola"), deverá ter início no começo deste mês na Nova Zelândia e no Japão.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1035969-tommy-lee-jones-vivera-general-macarthur-em-novo-filme.shtml



Escrito por Cinéfilo às 05h52
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Filme: Cavalo de Guerra

 

As duas guerras mundiais foram palco de muita dor e destruição. Inúmeras perdas puderam ser contabilizadas, desde em número de pessoas, como material e obviamente, causaram muitos traumas. O cinema obviamente aproveitou o máximo que pode estes conflitos para produzir filmes que iam da comédia ao drama, passando pela aventura. A Primeira Grande Guerra foi menos utilizada, talvez por não ter um vilão do quilate de Hitler, mas mesmo assim filmes como “Sem Novidades no Front” de Lewis Milestone. O escritor inglês Michael Mopurgo escreveu em 1982 um livro eu contava a história de um cavalo que acabou sendo usado para puxar artilharia durante o primeiro conflito mundial. Em 2007 foi adaptado para o teatro, primeiro em Londres, depois fez carreira na Broadway. A partir daí a história ganhou mais adeptos até que o cineasta Steven Spielberg (de “Guerra dos Mundos”) decidiu levar a história para as telas, com roteiro de Lee Hall (de “Billy Elliot”) e Richard Curtis (de “Simplesmente Amor”).

 

Ted (Peter Mullan deHarry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1”) e Rose Narracott (Emily Watson de “Almas à Venda”) são pequenos agricultores que vivem com muita dificuldade em uma terra arrendada. Um dia Ted compra um cavalo que deveria servir para arar a terra, mas devido a seu porte, todos desconfiam que não conseguirá fazer isso. Mas por insistência de seu filho Albert (Jeremy Irvine estreando no cinema) que se afeiçoa ao animal e lhe dá o nome de Joey, acaba deixando ele fazer uma experiência, que verifica-se vitoriosa. Mas a primeira guerra tem início e as dificuldades retornam, obrigando Ted a vender o animal ao capitão Nicholls (Tom Hiddleston de “Meia-Noite em Paris”), mesmo contra a vontade do filho. Este último quer se alistar, mas não tem idade. Nicholls acaba morrendo na França, o que leva Albert ao desespero, pois quer seu cavalo de volta. Enquanto isso Joey fica aos cuidados do jovem soldado alemão Gunther (David Kross de “O Leitor”). Mas os rumos da guerra tornam-se cada vez mais complexos e Joey mais uma vez muda de mãos, indo parar nas terras de um velho agricultor (Niels Arestrup de “O Escafandro e a Borboleta”), que vive com sua neta Emilie (Celine Buckens). E novas reviravoltas acontecem, mas aí Albert realiza seu desejo e torna-se combatente na guerra.

 

O livro era um material típico do diretor, uma história cheia de lances dramáticos em que se podia usar toda sua técnica para emocionar a plateia. É um filme em que a verdadeira estrela é o cavalo, pois é a sua história que se segue. São inúmeros personagens passando, mostrando que na realidade a guerra ceifa inúmeras vidas deixando nas pessoas nada mais que a saudade. Mas o problema maior é exatamente este, dar um foco maior na “emoção” em vez dela acontecer naturalmente na história. A trilha sonora mais uma vez ficou a cargo de John Williams, que fez um belo trabalho, mas longe das que fez para filmes que lhe valeram seus 5 Oscar e ficaram no imaginário popular como “E.T.” e “A Lista de Schindler”, ambos de Spilberg. Quem também se destaca no filme é a bela fotografia, a cargo de Janusz Kaminski (de “Munique”). Conseguiu um belo trabalho com a luz, fazendo com que o filme se torne nítido mesmo nas cenas que representam a noite. Mas a bela paisagem ajudou bastante.

 

Steven Spielberg apesar de não ser conhecido como um “diretor de atores”, consegue manter um bom nível do grande elenco que está no filme, começando por Jeremy Irvine. Apesar de muitas vezes tender para o melodramático, consegue convencer como um rapaz apaixonado pelo seu cavalo. Tem uma atuação bastante irregular, sendo que no final do filme está bem melhor que no início. Emily Watson é outra atriz que costuma brilhar e roubar a cena nos papéis que interpreta. Dá uma dimensão humana a seu personagem, seja quando tem que enfrentar o marido, ou consolar o filho. É uma das poucas que foge dos estereótipos e se consegue enxergar nela uma pessoa real. Peter Mullan tem uma interpretação desastrosa, praticamente sem expressividade. Isso fica latente ainda mais por interagir no filme a maior parte do tempo com Emily Watson. Seus diálogo são monocórdicos, como se estivesse recitando algo, sem nenhuma emoção. Um filme bom, porém bem aquém do que o diretor já fez.

 



Escrito por Cinéfilo às 05h45
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Notícias de Cinema

"The Artist" e "Os Descendentes" são os vencedores do Globo de Ouro

FERNANDA EZABELLA
DE LOS ANGELES

"The Artist", filme preto e branco e praticamente mudo, e "Os Descendentes", sobre uma família no Havaí, foram os principais vencedores da noite no Globo de Ouro, recebendo os prêmios de melhor comédia e drama, respectivamente.

"The Artist", longa francês que ainda não tem data de estreia no Brasil, ficou também com prêmio de trilha sonora e melhor ator de comédia para Jean Dujardin. Já "Os Descendentes", que estreia em 27 de janeiro, recebeu também troféu para George Clooney por melhor ator de drama.

Ele concorria por melhor direção por "Tudo pelo Poder", mas perdeu para Martin Scorsese e seu "A Invenção de Hugo Cabret", sua primeira incursão no 3D. Clooney também perdeu em melhor roteiro original, que foi para Woody Allen por "Meia Noite em Paris". Allen não apareceu para receber o Globo.

Outro veterano da indústria a subir ao palco foi Steven Spielberg por melhor animação em "As Aventuras de Tintim".

O apresentador da noite foi Ricky Gervais, que pegou leve com as piadas feitas sobre os convidados da festa, ao contrário do ano passado, quando deixou muita gente constrangida.

Meryl Streep recebeu seu oitavo Globo de Ouro da carreira pelo retrato da ex-premiê britânica Margaret Thatcher, em "A Dama de Ferro". Já Michelle Williams foi considerada a melhor atriz por comédia ou musical com "Sete Dias com Marilyn". Ambos longas estreiam no Brasil em 10 de fevereiro.

Entre as séries, "Homeland" ganhou como melhor série dramática e também melhor atriz para Claire Danes, que interpreta uma agente da CIA que desconfia de um soldado americano que volta aos EUA depois de passar oito anos supostamente sequestrado no Iraque.

"Modern Family" recebeu seu primeiro Globo de Ouro de melhor série de comédia. A atriz Sofia Vergara subia ao palco com o resto do elenco e equipe para fazer um discurso em espanhol, traduzido comicamente para o inglês pelo criador da série Steven Levitan.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1034772-the-artist-e-os-descendentes-sao-os-vencedores-do-globo-de-ouro.shtml

Audiência do Globo de Ouro cai em 2012

DA REUTERS, EM LOS ANGELES

Todo o burburinho que cercava o apresentador Ricky Gervais e suas polêmicas piadas com as celebridades não bastou para elevar a audiência televisiva da cerimônia de entrega dos troféus Globo de Ouro, no domingo à noite.

A rede NBC disse na segunda-feira que a festa foi vista por 16,8 milhões de espectadores, cifra ligeiramente inferior aos 17 milhões do ano passado, quando Gervais causou polêmica entre críticos e público por causa de piadas envolvendo astros como Robert Downey Jr. e Charlie Sheen.

Na importante faixa de público dos adultos de 18 a 49 anos, o Globo de Ouro marcou 5 pontos de audiência, aquém dos 5,2 por cento do ano passado, segundo a NBC.

Gervais prometeu antes da atração que manteria o mesmo tipo de humor cáustico. Seus alvos neste ano foram Johnny Depp, Mel Gibson, Jodie Foster e Kim Kardashian, entre outros. Mas ele foi claramente menos incisivo do que no em 2011, segundo críticos.

"Apesar de tudo que se falou grosso antes da transmissão de domingo à noite, foi um Rick Gervais notavelmente respeitoso e contido que apareceu", escreveu a crítica de TV Mary McNamara no Los Angeles Times.

Tim Molloy, do site de entretenimento TheWrap.com, disse que Gervais "contou piadas sólidas, mas, apesar das promessas de que não iria ceder, nenhuma delas foi tão pesada quanto as do ano passado".

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1035253-audiencia-do-globo-de-ouro-cai-em-2012.shtml



Escrito por Cinéfilo às 05h52
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Filme: Triângulo Amoroso

 

No mundo sempre houve quem optasse por ter relacionamentos amorosos pouco ortodoxos, mas isso sempre foi tratado de modo velado ou até mesmo de forma espúria. Hoje em dia, apesar de existir ainda um grande preconceito, pelo menos estes assuntos começam a ser tratados mais as claras. O que seria “normal” dentro de um relacionamento se o que lá ocorre de comum acordo entre o casal? O filme “Tempestade de gelo” do diretor Ang Lee foi um dos que tocaram no assunto. Agora cineasta alemão Tom Tykwer nos apresenta em “triângulo Amoroso” (3), em que escreve o roteiro e dirige, mais uma variante do mesmo tema, mostrando que nos dias atuais a imaginação é o limite. O diretor é considerado um dos maiores expoentes do atual cinema alemão, com obras inventivas, que agradam o público, como em “Corra, Lola, Corra”, apesar de não ter tido uma boa receptividade na adaptação do best-seller de Patrick Süskind, “Perfume - A História de um Assassino”. 

O casal formado por Hanna (Sophie Rois de “Círculo do Fogo”) e Simon (Sebastian Schipper de “A Princesa E o Guerreiro”), ambos na faixa dos 40 anos, vivem um vida tranqüila, onde a paixão ainda existe, apesar do relacionamento ter caído na monotonia. Enquanto ele tem uma empresa de engenharia de arte, ela é uma apresentadora de televisão. Durante uma palestra, acaba conhecendo o geneticista Adam (Devid Striesow de “Os Falsários”) e começam a se encontrar acidentalmente em outros locais. Entre uma conversa e outra os dois decidem ter um caso amoroso. Já Simon, tem que enfrentar a notícia que a mãe, Hildegard (Angela Winkler de “Danton - O Processo da Revolução”), está com câncer em fase terminal e ele próprio é diagnosticado com o mesmo mal, só que no testículo. Após uma cirurgia bem sucedida e durante o tratamento quimioterápico, decide praticar natação. Lá encontra Adam e depois de um papo vai aos poucos se entregando ao amor homoafetivo. Forma-se aí um triângulo amoroso em nenhum deles sabe do outro. As coisas se complicam quando Hanna descobre que está grávida. 

O filme pode chocar as platéias mais conservadoras, mas o diretor soube conduzir com maestria um tema delicado e que não cai, em momento algum, na apelação. Nem mesmo nas cenas em que os casais estão na cama. Mostra como o mundo atual tudo é feito de modo impessoal, onde não se sabe praticamente nada do outro. Onde o diálogo entre as pessoas, mesmo casais, é uma coisa rara de acontecer. O personagem de Devid Striesow é nitidamente um homem perdido, em busca de algo que preencha seu vazio existencial. Não se apegando de verdade a ninguém. Mas nem só da situação amoroso trata o filme, pois também o “câncer” é um elemento importante. Mostra como a doença ainda causa medo e apreensão nas pessoas, mas ao mesmo tempo, faz com que se possa refletir e tomar rumos inesperados. Sem contar que é possível ver o trabalho do polêmico Gunther von Hagens e sua “arte anatômica”, onde corpos humanos são “plastificados” e colocados em situações do cotidiano. 

O trio central se sai muito bem, principalmente Sebastian Schipper, que tem as melhores cenas do filme. Soube fazer uma trabalho contido, mas com muita expressividade, seja na hora em que recebe a notícia que está com câncer e precisa ser operado imediatamente, ou quando sai para beber pela primeira vez com o personagem de Devid Striesow. Mostra toda uma vergonha e ao mesmo tempo curiosidade com um novo mundo que se descortina sobre ele. Como se fosse um adolescente descobrindo o mundo pela primeira vez. O próprio Devid Striesow faz entre risos e elegância, um homem vazio, mostrando que seu trabalho é sua vida e que o restante não se representa nada, sendo inclusive uma pessoa com pouco bagagem cultural. Sophie Rois, o vértice do triângulo, Não se empalidece rente a dupla masculina, mostrando força e determinação de uma mulher vencedora, porém em busca que ascenda nela algo que aos poucos foi se apagando.

 



Escrito por Cinéfilo às 06h29
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