| |
Notícias de cinema

Itália pretende impor restrições ao filme "Atividade Paranormal" da Reuters, em Roma O governo italiano estuda a possibilidade de impor restrições ao thriller de horror "Atividade Paranormal", depois de algumas pessoas que assistiram ao filme nos cinemas terem sofrido ataques de pânico, suscitando protestos por grupos de defesa da infância e dos consumidores. Os serviços de emergência foram chamados em Nápoles no fim de semana por pessoas que se queixaram de palpitações e ansiedade depois de assistirem ao filme, a história quase sem sangue de um casal jovem que tenta captar provas em vídeo de uma presença sobrenatural em sua casa. De acordo com o jornal "Corriere della Sera", uma garota de 14 anos ficou em estado de choque tão forte que precisou receber oxigênio ao sair do cinema. O ministro da Cultura, Sandro Bondi, observou que o filme recebeu luz verde de um comitê que decide sobre a liberação de filmes para certas faixas etárias, mas acrescentou que estuda possíveis medidas a adotar para proteger o público infanto-juvenil. Feito com orçamento pequeno, "Atividade Paranormal", produção norte-americana dirigida pelo israelense Oren Peli, virou sucesso internacional especialmente entre o público jovem e foi lançado na Itália na sexta-feira, sendo exibido em 385 cinemas sem qualquer restrição etária. O grupo de defesa do consumidor Codacons ameaçou ir aos tribunais em nome de menores de idade que podem achar o filme assustador demais, e o ministro da Defesa, Ignazio La Russa, disse que o trailer do filme não deveria ser exibido pela televisão, onde pode ser visto por crianças. "Trata-se de um filme que gera ansiedade, que vem provocando ataques de pânico e problemas psicológicos entre crianças e adolescentes", disse Alessandra Mussolini, política de direita que chefia um comitê parlamentar sobre os direitos das crianças. "Se já é tarde demais para impor uma classificação etária, deveríamos impor algum tipo de aviso, especialmente aos pais, para que tenham consciência do risco", disse ela. 
Escrito por Cinéfilo às 05h41
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Filme: Guerra ao Terror

A louca lógica das distribuidoras de filmes muitas vezes a levam a cometer grandes equívocos, um deles pode ser constatado recentemente. A diretora Kathryn Bigelow (de “Caçadores de Emoções”) nunca teve um grande sucesso, o que levou então a distribuir no Brasil seu mais recente filme “Guerra ao Terror” (The Hurt Locker) diretamente em DVD. O que não imaginavam era a enorme repercussão do filme nas principais premiações como O Globo de Ouro, as 9 indicações ao Oscar (empatado com “Avatar”) e mesmo ser a primeira mulher a receber o prêmio de melhor diretora de longa-metragem do Directors Guild of America (DGA), o sindicato dos diretores norte-americanos. Mostrando de uma forma crua e bastante realista a vida dos soldados que servem no instável Iraque, começa relatando uma tentativa de detonação de uma bomba feita pelo sargento Matt Thompson (Guy Pearce de “Priscila, a Rainha do Deserto”), mas as cosias não saem como planejado e ele morre. Eis que entra em ação outro especialista em detonação, William James (Jeremy Renner de “Terra Fria”), que com seu jeito despojado e para muitos, irresponsável, acaba entrando em choque com o sargento JT Sanborn (Anthony Mackie de “Menina de Ouro”). Mas as coisas só pioram, a cada dia mais atentados acontecem e o trabalho não para. Kathryn Bigelow mostra que aprendeu muito bem seu ofício, pois o filme já é considerado por muitos um marco, retratando com fidelidade a difícil tarefa dos soldados norte-americanos em um país distante, onde não dominam a língua e não sabem quem é amigo ou inimigo. Com uma textura saturada e cores frias, o diretor de fotografia Barry Ackroyd (de “Batalha em Seattle”) ajuda a compor com maestria a desesperança que é a guerra. Filmado em locação, na Jordânia e Kuwait, faz com que o realismo das cenas mais impactantes. Mesmo para quem não curte filmes de guerra, é uma boa opção, pois não são poucas as cenas de batalha, centrando mais nas logísticas e no trabalho diário dos soldados. Fazendo praticamente uma ponta no filme está Evangeline Lilly (de “Freddy Vs Jason”), a bela Kate do seriado Lost, fazendo o papel da esposa do soldado William James. Assim como Ralph Fiennes, o temível Lord Voldemort da Série “Harry Potter”, como um mercenário.
Escrito por Cinéfilo às 06h30
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Notícias do cinema

Filme de amor desbanca "Avatar" na liderança das bilheterias colaboração para a Folha Online O filme "Avatar", que há sete semanas permanecia no topo do ranking de maiores bilheterias, perdeu a posição na sexta-feira para o filme "Dear John", um drama sobre um soldado de licença que se apaixona por estudante conservadora. "Dear John" estreou nesta sexta no Estados Unidos e arrecadou US$ 13,8 milhões (cerca de R$ 25,8 milhões), informa o site da revista "The Hollywood Reporter". A previsão é de que feche o final de semana com cerca de U$ 30 milhões (R$ 56,1 milhões). Já "Avatar", que ficou em segundo lugar, arrecadou U$ 6,2 milhões (R$ 11,6 milhões) no mesmo dia. Em terceiro lugar, ficou a outra estreia da semana, "Dupla Explosiva", com John Travolta e Jonathan Rhys Meyers. O novo campeão de bilheterias tem direção de Lasse Hallström e é estrelado por Channing Tatum, Amanda Seyfried e Richard Jenkins. A previsão é que estreie no dia 23 de abril no Brasil. 
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/
Escrito por Cinéfilo às 05h42
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Televisão: Lost

Depois de longos meses está de volta o seriado de maior comoção dos últimos tempos, um seriado capaz de fazer o presidente dos EUA mudar a data de um discurso para não cair exatamente na estréia de sua sexta e última temporada. Finalmente, pelo menos se espera, vai ser explicada a maioria dos mistérios que cercam esta ilha, se é que podemos a chamar assim. O mais interessante é que sabemos que os produtores e roteiristas sempre estarão a procura de algo para nos surpreender. Ainda está latente na mente de todos os fãs as cenas finais da quinta temporada, onde Juliet (Elizabeth Mitchell do filme “Duplo Disparo”) desesperadamente tenta fazer explodir a bomba que em teoria explodiria a ilha no passado impedindo que no futuro o avião caísse por lá. Pelo que se pode notar pelo primeiro episódio mais uma vez o modo de saber os acontecimentos era reinventado. A imagem do famoso pé de quatro dedos pertencentes a estátua de Taweret no fundo do oceano já dá um bom indício do que vem pela frente. Comenta-se que praticamente todos os atores que participaram da primeira temporada foram chamados de volta, o que aumentou ainda mais as especulações e curiosidades. Mas seria muito simples começar uma história do zero, como fez o produtor J.J. Abrams em Star Trek, em Lost tudo é mais complicado e assim acabamos tendo duas histórias em uma. Vem a pergunta: as duas correram em paralelo? Haverá momentos que ambas se fundirão? São dúvidas que teremos que esperar os demais capítulos para que sejam respondidas. Um programa imperdível!
Escrito por Cinéfilo às 08h33
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Notícias do cinema
"Vanity Fair" polemiza ao mostrar futuro do cinema só com brancasA última capa da revista "Vanity Fair" gerou fortes críticas nos Estados Unidos ao apresentar o futuro de Hollywood apenas com imagens de atrizes brancas. O número de março da famosa revista sairá à venda com o título de "A New Decade, a New Hollywood" (nova década, nova Hollywood) e com a foto de nove atrizes de entre 19 e 27 anos que estão começando a carreira, todas muito brancas e muito magras. Na foto aparecem Abbie Cornish, Rebecca Hall, Anna Kendrick, Carey Mulligan, Amanda Seyfried, Kristen Stewart, Emma Stone, Mia Wasikowska e Evan Rachel Wood. A visão da revista foi considerada por outros meios, como o jornal "USA Today" e os sites "Jezebel" e "Politics Daily", parcial e injusta com a realidade multirracial existente nos Estados Unidos e no mundo do cinema. "Aparentemente a nova década não terá a ver com diversidade", comentou ironicamente Dodai Stewart, do "Jezebel", portal feminino sobre famosos e moda. Os críticos questionam a falta de atrizes como Zoe Saldana, da recentemente indicada ao Oscar Gabourey Sidibe ("Precious", 2009) e a jovem Freida Pinto ("Quem Quer Ser um Milionário?", 2008).

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u689690.shtml
Escrito por Cinéfilo às 08h50
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Teatro: Beije-me Antes que o Mundo Acabe

Luiz Fernando Veríssimo é sem dúvidas um dos maiores cronistas da atualidade, seus escritos sempre recheados de muito humor mostram o lado divertido da vida, mesmo que o relatado seja uma grande tragédia. E é baseado em um dos seus mais engraçados livros. Em "As mentiras que os homens contam", narra-se os encontros e desencontros amorosos, traições e muitas artimanhas na conquista de sua cara metade. O ator/produtor/dramaturgo Ricardo Figueiredo adapta as crônicas e integra o elenco desta deliciosa comédia: “Beije-me Antes que o Mundo Acabe”. São várias pequenas histórias narradas e interpretadas por um grupo de excelentes atores, levando a platéia ao riso. Começando por apresentar uma versão bem feminina da criação do mundo, já se pode perceber o que virá depois, histórias de um grupo de amigos que faz de tudo para um deles não se separar, uma mulher que coloca o amante no armário quando o marido chega inesperadamente em casa e um filho que escreve ao pai no interior contando a vida de luxúria que vive na capital entre outras. Apesar de economizarem bastante no cenário, as atuações são bem eficientes, fazendo com que a situação seja imaginada com perfeição, ainda mais que muitas das situações já são verdadeiras anedotas populares. A adaptação dos textos e a eficiente direção de Elvécio Guimarães não deixa que todo charme e fina ironia das crônicas se percam. Se você quer rir de um humor inteligente, não pode perder!
Escrito por Cinéfilo às 05h35
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Oscar 2010

Oscar deste ano dá de 10 a zero no do ano passado INÁCIO ARAUJO CRÍTICO DA FOLHA O ano é de "Avatar", e a mensagem mais provável que a indústria (representada no Oscar) pode mandar ao mundo é: o futuro é em 3D. Mas não nos precipitemos. "Guerra ao Terror", de Kathryn Bigelow, um desses filmes que nossos distribuidores, com seu fino faro para os negócios, lançaram primeiro em DVD (estreia nos cinemas dia 5), está com tudo, ou quase: nove indicações, como "Avatar", e ainda a inédita hipótese de uma mulher ganhar, digamos, melhor direção. Para completar a trama, Bigelow é a ex de James Cameron, o diretor de "Avatar".
Sempre há os que correm por fora. E, neste ano, em melhor filme, isso é o que não falta, e sempre pode sobrar para um "Bastardos Inglórios" ou para a animação "Up - Altas Aventuras". Mesmo que não ganhe, a presença de um filme como "Distrito 9", que sai dos trilhos do previsível, indica que colocar dez filmes na principal categoria pode ser uma bela jogada.
A surpresa do ano, não do Oscar, está na categoria de melhor atriz. Com sua atuação em "Um Sonho Possível", Sandra Bullock chega enfim a esse estrelato a que parecia prometida no começo da carreira. Se falhou naquele momento, realizou-se como a heroína durona de "Miss Simpatia", e parece ter se reencontrado. É verdade que a competição tem a sempre favorita Meryl Streep, a esfuziante cozinheira de "Julie & Julia".
Até aqui, Jeff Bridges tem sido uma espécie de unanimidade na categoria de melhor ator, já ganhou uma pilha de prêmios de todas as tendências e, é claro, sai favorito por sua atuação em "Coração Louco". Mas o favoritismo nem sempre quer dizer muita coisa para o Oscar.
Visto por alguns como surpresa do ano, "Up" não me parece tão surpreendente assim: a animação é uma arte em ascensão e, não raro, o lugar onde Hollywood se mostra mais apta a produzir filmes maduros. Por falar em maduros, "Amor sem Escalas" é outro que está indicado em várias categorias capitais e não deve sair de mãos abanando. Seja como for, uma coisa desde já é certa: o Oscar deste ano dá de dez a zero no do ano passado, um dos mais sorumbáticos da história.
 Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0302201009.htm
Escrito por Cinéfilo às 05h44
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Filme: O Fim da Escuridão

O neozelandês Martin Campell é um diretor especializado em filmes com muita ação, seja os da franquia 007 como “007 contra Goldeneye” e “Cassino Royale”, além de “A máscara do Zorro”. “O Fim da Escuridão” (Edge of Darkness) é um filme policial, mas recheado de muitos tiros e reviravoltas. Desta vez se juntou com Mel Gibson (de “Sinais”), que deixou por um momento a direção de filmes falados em línguas extintas para fazer o papel de um policial linha dura. Thomas Craven (Mel Gibson) é um policial solitário que dedica sua vida ao trabalho e a sua única filha Emma (Bojana Novakovic de “Arraste-me para o Inferno”), estagiária em uma empresa que desenvolve projetos secretos para o governo norte-americano. Quando esta decide passar uma temporada na casa do pai, ele fica exultante, mas tudo acaba tragicamente quando ela é assassinada misteriosamente e todas as pessoas ligadas de algum modo ao crime acabam tendo destino semelhante. Quanto mais investiga, mais descobre que a situação é bem mais complexa e envolve pessoas muito poderosas. O filme é bem esquemático, o policial que descobre um esquema perpetrado por figuras proeminentes e somente violando a lei conseguirá elucidar o caso e promover justiça. Mel Gibson faz uma versão mais velha, sofrida e sem humor do policial que interpretou nas várias edições de “Máquina Mortífera”. Os demais integrantes do elenco gravitam em torno de mel Gibson e não tem muita coisa a fazer. Para quem gosta de um suspense leve e um policial vingativo no final é um prato cheio.
Escrito por Cinéfilo às 07h30
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Framboesa de Ouro

"Transformers" e "A Terra Perdida" lideram indicações ao Framboesa de Ouro da Folha Online Os filmes "Transformers 2: A Vingança dos Derrotados" e "Terra Perdida" receberam sete indicações cada aos prêmios Razzies, conhecidos também por Framboesa de Ouro. Todo ano, a premiação homenageia os piores filmes de Hollywood. Os indicados foram anunciados nesta segunda-feira. Os filmes concorrem na categoria pior filme de 2009 e Will Ferrell e Megan Fox, protagonistas dos filmes, foram indicados para pior atuação do ano. Concorrem também como pior filme o romance "Maluca Paixão", "G.I. Joe: A origem de Cobra" e "Old Dogs". Sandra Bullock, protagonista de "Maluca Paixão", também concorre como pior atriz. Ao mesmo tempo, a atriz é cotada para ser anunciada amanhã como uma das indicadas ao Oscar de melhor atriz, dessa vez por seu papel em "O Lado Cego", que já lhe rendeu o Globo de Ouro de melhor atriz. "Ela pode ser a primeira pessoa na história a ganhar uma Framboesa de Ouro e um Oscar no mesmo fim de semana", disse John Wilson, fundador da premiação que prepara sua 30ª edição. Os vencedores serão anunciados no dia 6 de março, um dia antes do Oscar. A premiação também homenageará os piores filmes da década. Os indicados são "A Reconquista", "Fora! De Casa", "Contato de Risco", "Eu Sei Quem me Matou" e "Swept Away". Ben Affleck, John Travolta, Eddie Murphy, Mike Myers e Rob Schneider concorrem como o pior ator da década, enquanto Lindsay Lohan, Jennifer Lopez, Madonna, Mariah Carey e Paris Hilton disputam a versão feminina da categoria. O organizador do prêmio diz acreditar que Paris e Lindsay têm chances maiores de levar o troféu pra casa. Entre os piores atores, Wilson arrisca que Eddie Murphy sairá vencedor. Miley Cyrus e seu pai, Billy Ray, também estão entre os indicados neste ano. Ela concorre na categoria pior atriz do ano e Billy disputa como pior ator coadjuvante, ambos pelo trabalho em "Hannah Montana: O Filme". com Associated Press 
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/
Escrito por Cinéfilo às 05h46
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Filme: Zumbilândia

O diretor Ruben Fleischer (de “The Girls Guitar Club”) sempre se dedicou mais a televisão e neste filme tem a primeira oportunidade de dirigir uma produção contando com um elenco famoso e um orçamento maior. “Zumbilândia” (Zombieland) é um misto de comédia e ação/aventura, onde o importante não é bem a história em si, que na realidade é bem simplesinha, mas os absurdos que a cada momento aparecem na tela. Bebendo na fonte do mestre deste tipo de filme, George A. Romero, não se tenta inovar nada, mas dar mais uma visão dos ataques de zumbis. Contando com um elenco bastante eficiente, encabeçado pelo sempre esquisitão Woody Harrelson (de “2012”) no papel de Tallahassee, um caçador de zumbis. Um vírus misterioso aos poucos vai transformando as pessoas em zumbis comedores de gente e os poucos sobreviventes tem que aprender a viver nesta nova realidade. Columbus (Jesse Eisenberg de “A Vila”) cria inúmeras regras que segue com muito rigor, mas tudo muda quando pega carona com Tallahassee e conhece duas moças (Emma Stone de “Minhas Adoráveis Ex-namoradas” e Abigail Breslin de “Pequena Miss Sunshine”), obrigando-o a rever seus conceitos. Não é um filme de humor pastelão, mas existem bons momentos de diversão. A pequena participação de Bill Murray (de “Os Caça-fantasmas”) como ele mesmo rende um dos melhores momentos do filme, que em nenhum momento procura se levar a sério. Os absurdos são constantes e todos parecem entrar no clima, agindo muitas vezes sem a menor lógica, mas o que fatalmente levará a uma cena de ataques de zumbis e muita confusão. Quem esperava um trabalho mais sério vai se decepcionar, mas se quiser só descontrair, é uma boa indicação.
Escrito por Cinéfilo às 07h42
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Notícias do cinema

"O Grande Lebowski", dos irmãos Coen, vira objeto de culto FERNANDA EZABELLA da Folha de S.Paulo "Lebowski curou meu câncer", brinca um. "É meu maior sonho nerd realizado", desmancha-se outro. Declarações de amor, às vezes embaraçosas, estão num documentário que acompanhou por cinco anos um festival dedicado ao filme "O Grande Lebowski", dos irmãos Joel e Ethan Coen. O longa de 1998 registra as desventuras de Jeffrey Lebowski, ou "The Dude", algo como "O Cara", um maconheiro fã de boliche que é confundido com um milionário de mesmo nome, em Los Angeles. Decepção nas bilheterias, ficou apenas seis semanas em cartaz nos EUA, mas foi o suficiente para arrebanhar entusiastas pelo mundo, alucinados por suas supostas mensagens subliminares, cenas surrealistas e personagens peculiares. Um desses fãs é Eddie Chung, 34, um coreano que mora nos EUA desde os quatro anos e que se lembra da primeira vez que viu o filme, sozinho numa grande sala de cinema. O impacto foi grande, mas não maior do que quando visitou o Lebowski Fest em 2004, um festival anual que ajuda a manter a chama do Dude acesa, através de concursos de fantasia e testes de conhecimento sobre o longa. O evento foi criado por dois amigos desocupados, que conseguiram reunir 150 pessoas num boliche após criar um site-convite em 2002. "O Lebowski Fest é a razão para eu gostar do filme hoje mais do que nunca. É um grande filme, mas não é meu favorito, nem o meu favorito dos Coen", diz à Folha Chung, que lançou no final de 2009 o documentário "The Achievers: The Story of the Lebowski Fans" (os empreendedores: a história dos fãs do Lebowski; US$ 18 na Amazon.com, mais taxas). Formado em filosofia, Chung tenta explicar o fenômeno Dude e filma a rede de amizades formada a partir do longa, tido como "o primeiro clássico da era da internet". "São como pessoas que vão à igreja, que gostam de sair juntas", diz Jeff Dowd, um ativista americano tido como inspiração para o personagem Lebowski. Os Coen não aparecem no documentário, nem nunca o fizeram no festival. O ator Jeff Bridges, que faz o Dude, deu entrevista quando visitou o evento com sua banda. Acadêmicos explicam Mas não são apenas nerds cinéfilos que se debruçam sobre "O Grande Lebowski". Vinte e um acadêmicos lançaram recentemente o livro de 500 páginas "The Year's Work in Lebowski Studies" (a obra anual dos estudos Lebowski; editora Indiana University Press, US$ 16), que vem engrossar o conjunto literário já publicado sobre o personagem. Oito dos 12 ensaios estão disponíveis de graça no Google Livros. "Muitas pessoas não percebem como os departamentos de literatura são ecléticos hoje em dia, que podemos examinar coisas como "Lebowski'", diz um dos editores do livro, Aaron Jaffe, 38, professor de inglês especializado em James Joyce da Universidade de Louisville. No livro, há comparações de Dude com a "nova esquerda" e referências ao grupo de arte conceitual Fluxus, a Freud, a faroeste e até ao cálice sagrado. A ideia do livro veio após Jaffe ser convidado a fazer uma conferência no Lebowski Fest. "Os mundos [dos acadêmicos e dos fãs] não são os mesmos, mas se encontram muito mais do que você imagina. Os fãs são acadêmicos com melhor credibilidade de rua. E os acadêmicos são fãs dos fãs", diz Jaffe. 
Escrito por Cinéfilo às 08h31
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Teatro: Acredite, Um Espírito Baixou em Mim

O dramaturgo Ronaldo Ciambroni certamente nunca imaginou que uma de suas peças se tornaria um verdadeiro ícone do teatro mineiro e um grande sucesso em todo o Brasil. A peça “Acredite, Um Espírito Baixou em Mim” se tornou um fenômeno, lotando teatros e provocando muito risos graças principalmente a interpretação da dupla Ilvio Amaral e Maurício Canguçu, que fazem os dois principais papéis da peça. São 12 anos de apresentações que rendeu até um filme sofrível em 2006, mesmo depois de recheado com atrizes do quilate de Marília Pêra e Arlete Salles. A história é até simples, talvez por causa disso, hilária: Lolô, um homossexual morre em um acidente de trânsito quando ia com dois amigos a uma festa. Para recebê-lo no “outro lado” é escalado um atrapalhado anjo que depois das explicações iniciais depara-se com a resistência de Lolô, recusando-se a seguir seu caminho natural. Em um descuido, o recém-falecido foge e retorna a terra, desta vez como um espírito e decide assombrar de um modo bem peculiar uma casa onde mora o homofóbico Vicente. As coisas pioram quando Para lá decide mudar um belo rapaz! Dirigida por Sandra Pêra, sua primeira atuação na área, conta com uma ótima química entre os dois atores principais, que também são os produtores da peça. Muitas vezes parece que eles se divertem mais que a própria platéia, sem contar os inúmeros improvisos “extras” que acontecem durante as falas. O restante do elenco que mudou bastante durante estes 12 anos acompanham a dupla sem maiores problemas, principalmente Cristian Amaral, que é responsável pela famosa cena de nu que leva as mulheres aos gritos.
Escrito por Cinéfilo às 09h35
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Notícias do cinema

Morre Zelda Rubinstein, a médium de 'Poltergeist' Atriz viveu Tangina Barrons na história produzida por Steven Spielberg. Ela foi hospitalizada há dois meses após sofrer leve ataque cardíaco. Morreu na última terça-feira (27), aos 76 anos, em um hospital de Los Angeles, a atriz Zelda Rubinstein, famosa por seu papel como médium no filme "Poltergeist - O fenômeno" (1982), informou a imprensa local. Com apenas 1,30m de altura e uma voz peculiar, Rubinstein deu vida em três ocasiões a Tangina Barrons na trilogia "Poltergeist", história escrita e produzida por Steven Spielberg, na qual a atriz entrou na pele de uma vidente que enfrentava forças demoníacas. Fora os filmes da série, sua carreira cinematográfica teve pouca repercussão. Rubinstein atuou em títulos como "Gatinhas e gatões" (1984) ou, mais recentemente, "Southland tales: o fim do mundo" (2006). Na televisão, a atriz fez parte do elenco da série "Picket fences", ganhadora dos prêmios Emmy de melhor série de drama em 1993 e 1994, e foi narradora dos documentários "The scariest places on Earth". Rubinstein nasceu em 28 de maio de 1933 em Pittsburgh, nos Estados Unidos. Ela era a mais nova de três irmãos e a única pessoa em sua família com problemas de crescimento. Fora do mundo do showbiz, Rubinstein participou de campanhas contra a aids, doença que matou amigos seus. A atriz tinha sido hospitalizada há dois meses após sofrer um leve ataque cardíaco. "Ela tinha frequentes problemas de saúde e, infelizmente, eles a levaram", comentou seu empresário, Eric Stevens. 
Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/ ************** Atriz de "Crepúsculo" interpreta stripper em novo filmeColaboração para a Folha Online A atriz americana Kristen Stewart, estrela de Crepúsculo, vai surpreender os fãs com seu novo filme, "Welcome to the Rileys", no qual interpreta uma stripper, segundo o site do jornal "US Today". De acordo com a publicação, quem só conhece a "versão Bella Swan" da atriz pode ficar chocado com as cenas do seu novo filme, embora este não seja o primeiro trabalho mais ousado da atriz, que já protagonizou cenas sensuais em "Adventureland", uma comédia sobre a adolescência. Em "Welcome to the Rileys", no entanto, segundo o "US Today", estas cenas são bem mais fortes. No filme, ela interpreta Mallory, uma adolescente e moradora de rua que ganha a vida se prostituindo e fazendo shows de stripper. Ela contracena com James Gandolfini, que faz um empresário problemático que pensa poder salvá-la para compensar a filha que perdeu. A personagem, de acordo com o jornal, ora apresenta-se como Mallory e ora como Allison e tem um claro apelo sexual. Assim, ela se aproxima de Gandolfini, quando ele vai ao clube de strip-tease, em uma viagem de negócio. A partir daí, ele ele tenta fazer com que ela deixe este trabalho. Na primeira cena do filme Kristen Stewart está usando uma meia arrastão na altura do joelho, um sutiã preto e uma saia xadrez vermelha. 
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/
Escrito por Cinéfilo às 05h40
[]
[envie esta mensagem]
[link]

Filme: Aconteceu em Woodstock O premiado diretor nascido em Taiwan, Ang Lee (Oscar de direção por “O Segredo de Brokeback Mountain” e de melhor filme estrangeiro por “O Tigre e o Dragão”) sempre gostou de transitar entre diversos estilos, seja contando histórias sobre a adaptação de chineses nos EUA (“O Banquete de Casamento”), ou líricas histórias de amor no interior da Inglaterra (“Razão e Sensibilidade”). Desta vez optou em contar os bastidores do maior e o mais famoso show de rock da história: o festival de Woodstock em “Aconteceu em Woodstock” (Taking Woodstock), baseado no livro de memórias de Elliot Tiber. De início somos apresentados a um decadente motel de beira de estrada que é dirigido por uma família de judeus: Elliot (Demetri Martin de “O Roqueiro”) um homossexual que tem dificuldade de se aceitar, sua mãe Sônia (Imelda Staunton de “O Segredo de Vera Drake”) e seu pai Jake (Henry Goodman de “O Segredo de Mary Reilly”). Devido a dificuldades financeiras estão prestes perder o imóvel, mas eis que Elliot tem uma idéia, ao saber que um grupo de jovens pretende fazer um festival de música, decide propor que seja realizado nas redondezas, nascendo assim o Festival de Woodstock. Para quem quer saber mesmo do festival, vai perder tempo, o filme gasta o tempo mostrando a conflituosa relação de Elliot com sua família e demais membros da cidade que com o festival propriamente dito. É basicamente uma curiosidade de bastidores, quem é fã vai adorar saber mais detalhes de como tudo aconteceu, desde os preparativos até a dispersão, deixando muito lixo e transformando-se em um marco. Alguns personagens são meramente ilustrativos, como o hippie de Paul Dano (de “ouro Negro”), uma cópia do personagem de Treat Williams em “Hair”. Tentando mostrar que o festival foi um catalisador, que abriu a mente das pessoas, mostrou os problemas causados muito superficialmente. Mesmo o consumo de drogas foi mostrado como uma grande brincadeira, bem diferente de outros filmes polêmicos do diretor. Uma guinada que na realidade não ajudou em nada na sua cinebiografia.
Escrito por Cinéfilo às 05h45
[]
[envie esta mensagem]
[link]
Filme: Amor Sem Escalas

Filho do também diretor Ivan Reitman (de “Minha Super Ex-Namorada”), Jason Reitman (de “Juno”) está a cada trabalho mostrando uma maior confiança e um talento. Desta vez optou por um roteiro adaptado do livro “Up in the air”, escrita por Walter Kirn com base no roteiro escrito por ele próprio, o autor do livro e Sheldon Turner (de “Golpe Baixo”). Com um elenco bastante eficiente, consegue fazer que uma comédia romântica não se transforme em um amontoado de clichês. George Clooney (vencedor do Oscar por “Syriana”) é Ryan Bingham, um consultor que ajuda empresas a demitirem funcionários sejam por problemas econômicos ou reestruturação. Para isso ele passa a maior parte do ano viajando, sendo que os aviões e aeroportos são na realidade sua casa, deixando de conviver com suas irmãs que o tratam mais como um estranho. Uma novata (Anna Kendrick de “Lua Nova”) chega a sua empresa sugerindo que é possível cortar gastos e fazer este trabalho virtualmente, dispensando as longas e onerosas viagens dos seus empregados. Entre as idas e vindas conhece Alex (Vera Farmiga de “A Órfã”), uma executiva tão ocupada quanto ele e nasce uma estranha relação. George Clooney está se mostrando um ótimo ator e consegue passar dignidade em um papel que é mal visto por quase todos no filme, tanto que está sendo indicado para a maioria dos prêmios de atuação, assim como suas duas colegas de elenco: Anna Kendrick e Vera Farmiga. Com uma mão segura é mostrado toda a impessoalidade do protagonista, que na verdade tem na empresa e no trabalho sua razão de viver, assim como sua transformação, mas não ao ponto de soar artificial. O que poderia destruir todo trabalho seria um final forçado e sem lógica, mas isso não acontece, fechando com chave de ouro este belo trabalho. 
Escrito por Cinéfilo às 05h43
[]
[envie esta mensagem]
[link]
[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
|